E eu que sempre pensei que, apesar do nome, era um produto nacional, tão nacional como a nossa sede...
Corria o ano de 1939, Álvaro Matias trabalhava como marçano numa mercearia de Lisboa. De origem humilde, nascido no Vale da Mula (teve mesmo uma grande mula), procurava na capital uma vida melhor.
Era o início da segunda guerra mundial e Lisboa enchia-se de refugiados europeus.
Um desses refugiados, francês, entrou um dia na mercearia para comprar um presunto (que presunçoso!!). Com alguma dificuldade Álvaro Matias conseguiu vender-lhe um inteiro e o francês passou a ser cliente assíduo da mercearia.
Laços de amizade começaram a nascer entre o marçano e o cliente, chegando este a ensinar-lhe françês (Uh, lálá).
Ao longo da sua estada em Lisboa a situação económica do Dr. Bayard alterou-se (pudera! A comprar presuntos inteiros em tempo de guerra...), passando Álvaro Matias a ajudá-lo com os produtos da mercearia.
Com o fim da guerra, o francês e a família regressaram a França mas antes, agradeceu ao seu amigo português com a única coisa de valor que ainda possuía - a receita dos Rebuçados do Dr. Bayard.
E pronto. Haverá mesmo alguma coisa que não tenha vindo de França???!

1 comentário:
Pois não! Já lhes disse não sei quantas veses!!!
:)
Vio
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